Desenho de observação - Mãos
Minha experiência realizando esse desenho das mãos foi bem diferente da realização da primeira ilustração dos pés, e confesso que particularmente gostei mais dessa do que da primeira atividade.
Eu sempre gostei muito de desenhar e por isso já acabei criando um estilo próprio ao longo dos anos, por isso a parte mais difícil da realização dessa atividade foi ter que desconstruir essa minha forma habitual de desenhar.
Isso porque, em atividades como essa nós precisamos não só tentar chegar a um resultado que nos agrade, mas também seguir o enunciado, que dessa vez não pedia luz, sombra ou sensação de profundidade, e sim o uso de linhas para passar para o papel o que estamos observando, muitas das vezes desenhando as cegas e é difícil ter que “desaprender” algo que já estamos tão acostumados.
Por exemplo, ao longo dos meus estudos, desenvolvi uma espécie de “método” com formas base para desenhar mãos que costuma funcionar em grande parte dos meus desenhos, mas nessa atividade em específico por conta da posição dos dedos, vi que não seria possível utilizar essas formas básicas, e analisando bem a referência notei que era melhor começar pela silhueta.
Essa foi uma das melhores decisões que tomei durante esse desenho, pois mais tarde quando procurei “proporções” na referência para me ajudar a manter as formas corretas consegui me basear nessa silhueta e entender meus limites.
Dessa vez, busquei olhar mais para a referência do que para o desenho em si, desfoquei o olhar para evitar detalhes precisos e tentei fazer as linhas às cegas, passando por cima delas diversas vezes para consertar erros.
Enfim, gostei muito da atividade e fiquei satisfeita com o resultado final.
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