Análise crítica do Trabalho "Olhar"
Anotação: o nome acima do meu nos slides é o do Josias Henrique, mas como o slide com seu nome está em branco a atividade foi feita com base nas fotos da Isabella Cristina Timoteo dos Santos.
Link da postagem original no blog da Isabella:
Isabella Santos - Trabalho prático "olhar"
Analise crítica do trabalho:
A primeira imagem não me leva
para qualquer outro lugar se não uma fábrica antiga. Os canos enferrujados que
se cruzam e se entrelaçam pela parte superior da imagem parecem com passarelas
altas e nada seguras, típicas das péssimas condições de trabalho nas primeiras
fábricas, e os canos no chão poderiam muito bem se passar por esteiras onde
dezenas de mini homens poderiam gastar suas vidas com os movimentos repetitivos
da linha de montagem em um trabalho alienado. Com a iluminação certa e a adição
de pequenos trabalhadores ao espaço, esse poderia ser facilmente um dos cenários
do filme “Tempos Modernos” onde o personagem de Charlie Chaplin sofre em seu
cotidiano difícil criticando os modelos de automação do período.
Vendo a imagem por um outro
ângulo, fica claro a forma como a fotógrafa fez um ótimo trabalho em utilizar
de ângulos diferentes para nos transportar para esse espaço. Apesar disso, acho
que uma iluminação mais baixa ou um filtro em preto e branco fariam toda a
diferença para complementar a narrativa que imaginei em relação ao ambiente
fabril.
A segunda imagem, deixa ainda
mais espaço para a imaginação. Custei algum tempo para associá-la a algo real,
pois por mais que me remeta a arquitetura não consegui distinguir exatamente o
que dentro dela me trazia a familiaridade. Por fim, consegui pensar em três
histórias e cenários possíveis para o enunciado: a primeira é uma pista de
skate, onde a imagem foi tirada pelo mini skatista no topo, prestes a deslizar
para baixo. A segunda, é de alguém muito baixo dentro de uma espécie de prédio
com paredes ovais sem janelas mirando para cima, para mostrar as paredes do
prédio e o céu nublado. E a terceira, é de um pequeno explorador preso em um
vale entre duas montanhas muito íngremes e difíceis de serem escaladas.
Independentemente de qual
narrativa for escolhida como a certa, a imagem se enquadra no enunciado, ao
utilizar de ângulos diferentes do habitual e brincar com a “luz do fim do
túnel” para atiçar a curiosidade do expectador e transportá-lo para cenários imaginários.
Apesar disso, talvez uma leve alteração enquadramento, recortando um pouco da
parte de cima da imagem, tornando a forma oval em um “U” fosse uma escolha
interessante para auxiliar na imersão de ainda mais possibilidades.
A terceira imagem faz minha
imaginação trabalhar e me leva a uma estação de metrô. Para ser mais precisa,
me lembra a área externa de uma estação de metrô da linha vermelha, como se uma
pessoa muito pequena tivesse acabado de sair dela pela escada rolante e já na
área externa tirou casualmente uma foto da lateral da construção, mostrando as
paredes, um caminho a ser seguido e até um pouco da vegetação ao lado.
Eu particularmente achei a imagem
muito coerente com a proposta da atividade, visto que eu não pude identificar o
cenário onde foi tirado até visitar o post e descobrir através da foto em um
outro ângulo. A qualidade de imersão e de enquadramento cumprem tão bem o seu
papel, já que após descobrir que se tratava na verdade de uma espécie de
mureta, passei a olhar com outros olhos e notar que se a foto fosse tirada de
um outro ponto de vista, eu provavelmente a relacionaria ao próprio trem e não
a uma estação dele.
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